| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Passeri |
| Parvordem: | Passerida |
| Família: | Cardinalidae |
| Ridgway, 1901 | |
| Espécie: | P. flava |
O sanhaçu-de-fogo é uma ave passeriforme da família Cardinalidae. Também conhecido como canário-do-mato, queima-campo, mãe-do-sol, canário-baeta, canárinho-são-joão (Minas Gerais) e tiê-sangue-de-boi.
Seu nome científico significa: do (Tupi) Piranga = vermelho, do (Grego) Pyros = fogo e, do (latim) flavos = amarelo dourado. ⇒ (Ave) vermelho fogo e amarelo dourado
Mede cerca de 17,5 centímetros e pesa cerca de 38 gramas (macho). De acentuado dimorfismo sexual, o macho é facilmente identificado pelo colorido vivo quase que totalmente carmim, cambiando para pardacento nas partes superiores. A fêmea é de lado inferior amarelo vivo. O macho imaturo é de plumagem mista verde e laranja, permanecendo assim por um ano.
Forte “tchip”, “tcháp”, “tcherit” (chamada); estrofe melodiosa embora pouco variada, p. ex., “djib-djülo-djülo-djib” (canto).
Esta espécie passou por uma grande revisão taxonômica após estudos genéticos recentes demonstrarem que constitui, na verdade, três espécies distintas: P. flava, com quatro subespécies, ocorrendo das Guianas, Roraima, Nordeste do Brasil até o Rio Grande do Sul, e também no leste da Bolívia, Paraguai e centro-norte da Argentina; P. hepatica, com cinco subespécies, ocorrendo no oeste dos Estados Unidos (California, Arizona, texas e Novo México) até a Guatemala, sendo que os machos possuem cor vermelho-fígado e P. lutea, com seis subespécies, ocorrendo da Costa Rica até os Andes do oeste da Colômbia e Bolívia, sendo que a subespécie haemalea habita o extremo norte do Brasil (Roraima, Amazonas), sul da Venezuela e Guianas.
As subespécies de P. flava são:
macconnelli C. Chubb, 1921 - Sul da Guiana e norte do Brasil (Roraima) até o sul do Suriname; Possivelmente também na Guiana Francesa.
saira (Spix, 1825) - Leste e sul do Brasil. Ambas as margens do Rio Amazonas, no Amapá e centro do Pará; Nordeste do Brasil, desde o centro do Maranhão e Piauí indo ao sul e leste até o Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Machos possuem coloração vermelho carmim.
rosacea Todd, 1922 - Leste da Bolivia (Leste de Santa Cruz).
flava (Vieillot, 1822) - Sudeste da Bolívia (de Cochabamba ao sul de Santa Cruz), Paraguai e centro-norte da Argentina e Uruguai.
As subespécies macconnelli e saira são extremamente semelhantes e, talvez, devam ser agrupadas em saira.
Reproduz o ano todo em certos locais e consta que, às vezes, usam ninhos da rolinha-roxa (Columbina talpacoti) como base para o seu ninho. A fêmea põe 2 a 5 ovos, verde-azulados com pintas esparsas pretas ou avermelhadas, que incuba sozinha por 12 a 16 dias. As fêmeas criam, às vezes filhotes de outra espécie como chopim (Molothrus bonariensis).
Pousa abertamente no topo de árvores altas (em contraste com Ramphocelus), desloca-se em vôo impetuoso na altura das copas. Vive em mata rala e decídua, cerrado e capões de eucalipto.
Expande sua distribuição na faixa litorânea do Brasil beneficiada pela devastação das matas. Ocorre nas Guianas, Roraima, Nordeste do Brasil até o Rio Grande do Sul,